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Tem uma frase, atribuída a Bill Gates (e esse cara deve saber uma coisa ou duas sobre enriquecer…), que diz que “as pessoas superestimam aquilo que podem fazer em um ano, mas subestimam aquilo que podem fazer ao longo da vida”.

Nada mais verdadeiro, considerando que fomos geneticamente programados, ao longo de sucessivas gerações, para colocar muita ênfase no curto prazo e a “descontar” o longo prazo, tratando-o como se ele nem existisse.

Temos dificuldade em compreender o crescimento exponencial das coisas no longo prazo. Isso se aplica a quase tudo: aos juros, aos avanços tecnológicos e por aí vai.

Todo mundo quer enriquecer. Todo mundo quer ser feliz e desfrutar daquilo que a vida tem de melhor. Todo mundo quer tudo isso e, de preferência, agora! Algumas pessoas, por uma sorte da Natureza, já nascem com as condições para desfrutarem, imediatamente, daquilo que quiserem. Outras não nascem em berço esplêndido, mas conseguem rapidamente as condições para viver a vida de seus sonhos. A grande maioria não tem essa sorte e, para esses, existem duas opções: Investir para colher os resultados no futuro ou, então, simplesmente não colher nada.

“Não colher nada” é algo que, infelizmente, acontece com a maioria das pessoas que busca atalhos e tenta interferir com a “dinâmica natural das coisas”. Às vezes, leva algum tempo para conseguirmos o que queremos e ficamos angustiados com isso. Bem, se serve de consolo, com nossa expectativa de vida crescente, talvez tenhamos mais tempo para desfrutar de nossas conquistas e não precisamos nos desesperar tanto para dar a “grande tacada” logo de cara.

Hoje, gostaria de falar sobre como “começar pequeno”, do lado dos investimentos e do lado do empreendedorismo.

No lado dos investimentos, é quase unânime a ideia, entre especialistas em finanças, de que as pessoas devem guardar pelo menos 10% de sua renda líquida para fazer investimentos e reservas de emergência (e eu ressalto o “quase unanimidade”, pois, em meus últimos artigos, andei questionando a aplicação universal dessas ideias).

De qualquer forma, como regra geral, é uma excelente ideia definir um percentual de renda. Quando estamos no início da vida profissional, temos dificuldade em guardar dinheiro (pois o salário costuma ser baixo) e é desesperador ver que estamos guardando “migalhas” para tentar realizar nossos sonhos no futuro. Temos a sensação de que jamais chegaremos lá.

Porém, se conseguirmos superar essa fase do desespero, essa prática de guardar um determinado percentual se torna um hábito. O que vai acontecer é que o valor mensal que vamos investindo começa a crescer junto com nossa renda, e definir um percentual ajuda a evitar a infame “inflação do estilo de vida” (que é quando nossas despesas sobem proporcionalmente mais que nossas receitas). Existe também o efeito da capitalização composta daquilo que já está investido.

Enfim, ficamos angustiados no curto prazo, pois temos dificuldade de enxergar a evolução no longo prazo. Mas essa evolução é real, contanto que a gente a deixe acontecer…

Startup EnxutaJá pelo lado do empreendedorismo, eu tenho uma grande simpatia por aquilo que se chama de modelo “lean” (de “magro”). O conceito veio do livro “The Lean Startup”, de Eric Ries (aqui no Brasil traduzido como “A Startup Enxuta”), que diz, entre outras coisas, que a maioria das empresas “quebra” por oferecer produtos e serviços que as pessoas simplesmente não querem comprar. O modelo “lean” recomenda que empreendedores não tentem criar o “produto perfeito”, ou mesmo a empresa perfeita, antes de saberem se o mercado está realmente disposto a absorver aquilo que eles estão oferecendo. Aí vêm os conceitos de “produto minimamente viável” e “versão beta”, onde se oferece um produto ou serviço sem estar “100% perfeito” (mas também não pode ofertar um produto reconhecidamente defeituoso, senão vira avacalhação…), e vai se fazendo os devidos refinamentos com o tempo, enquanto se aprende com o próprio mercado e o uso daquele produto ou serviço por parte de clientes.

É uma forma de começar “devagar”, com investimentos menores, mas com maior segurança de retorno (e sobrevivência) no longo prazo.

Aliás, fica como sugestão de leitura. Com um pouquinho de boa vontade, a filosofia “lean” pode ser aplicada em vários setores da vida, como investimentos, carreira, saúde e relacionamentos.

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