Nesta quarta-feira (2 de novembro), o Facebook emitiu seu relatório fiscal trimestral para mostrar como foram seus resultados da empresa entre julho e setembro. Os resultados continuam positivos — sendo liderados por crescimento de 59% em receita de publicidade e 56% na receita total, em comparação com o mesmo período de 2015.

Apesar disso, o mercado não reagiu muito bem aos números. Com o receio de que o Facebook esteja desacelerando em seus resultados, as ações do Facebook na bolsa de valores caíram 1,73% pouco após a divulgação dos resultados, havendo a expectativa de que o número ainda caia quase 5% já na abertura de hoje.

Com isso, os papéis da rede social podem chegar a valer pouco mais de US$ 120 até o fechamento de hoje — sendo que elas chegaram a custar US$ 133,28 no dia 24 de outubro, data de maior índice nos últimos 30 dias.

Parte desse medo da desaceleração surge por causa da fala do próprio CFO do Facebook (David Wehner). Ele disse que o crescimento da empresa vai ser menos substancial a partir de agora, principalmente por causa dos limites que o Facebook está impondo para melhorar a experiência de usuário e reduzir a perda de clientes.

E o lado bom?

O analista Josh Olson disse ao VentureBeat: “Eles atingiram o limite de frequência de anúncios nos feeds de novidades, então eles vão conseguir aumentar a receita somente em outras áreas, como atribuição de preços, engajamento de usuário e crescimento da base de usuários”.

Apesar dessa queda brusca e instantânea, analistas imaginam que isso pode beneficiar o Facebook em logo prazo. Por causa do crescimento das plataformas móveis, a rede social deve “receber o pagamento pelos investimentos realizados em Mobile nos últimos anos”. Ou seja: apesar do susto inicial, é bem possível que as ações do Facebook voltem a ser valorizadas em breve.

Vale lembrar também que a empresa aumentou sua força de trabalho recentemente, contratando 1.200 novos funcionários. Além disso, há vários investimentos em maneiras de levar a internet para regiões com pouco ou nenhum acesso e isso também pode gerar bons frutos.

Será que a rede social ainda tem espaço para crescer?

Fonte – Tecmundo
Foto – Divulgação / Tecmundo / Facebook